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Criança é atropelada por lancha em SC e pode ter a perna amputada

Do Diário Catarinense

Chegou nesta segunda-feira a Santa Catarina o pai da turista de 11 anos atropelada por uma lancha no sábado, na Praia Central de Balneário Camboriú, no Litoral Norte. De acordo com o Corpo de Bombeiros, a criança foi atingida pela embarcação por volta das 17h, quando passeava em um banana boat, na Barra Norte.

A garota, que não terá o nome divulgado a pedido dos pais, passava o feriadão na casa de uma tia, na companhia da mãe e da irmã. A família é de Viamão, no Rio Grande do Sul.

No fim da tarde de sábado, a criança foi até a praia com a irmã, de 20 anos, para passear no reboque em formato de banana. De acordo com o piloto da lancha do brinquedo, que não quis se identificar, quando eles estavam a 300 metros da faixa de areia, viram a outra embarcação se aproximando. Eles retornaram cerca de 100 metros, mas a lancha não reduziu e atingiu o brinquedo.

A boia, em formato de banana, ficou destruída com o impacto. A menina foi a única pessoa ferida. Ela sofreu fratura exposta, lacerações profundas pelo corpo e hemorragia. O ferimento mais grave ocorreu na região da virilha.

O motorista da lancha do banana boat conta que a Capitania dos Portos foi acionada e ao chegar no local solicitou ao motorista da lancha que fizesse o teste do bafômetro. O homem teria se recusado e, diante da revolta dos visitantes que estavam na praia, o representante da autoridade marítima na região o teria identificado e liberado os envolvidos.
O piloto da embarcação é um juiz aposentado do Paraná. Ele será a primeira pessoa ouvida no inquérito. Na quinta-feira, quando o órgão retoma o expediente, é que deverá iniciar o processo de investigação.

Menina pode perder uma perna

O pai da menina, Adelar Dalla Favera, conta que a garota queria muito passear no brinquedo. Domingo à tarde, quando atendeu o Jornal de Santa Catarina por telefone, o homem estava bastante nervoso com tudo o que aconteceu, e garantiu que virá a Balneário Camboriú acompanhado de um advogado:

— A gente quer justiça.

Até o final da tarde de domingo, a vítima estava internada no Hospital Santa Inês, em Balneário Camboriú, onde recebeu os primeiros atendimentos. De acordo com a família, a menina deverá ser transferida para o Hospital Infantil Pequeno Anjo, em Itajaí. Ela não corre risco de morte.

— Foi feita uma cirurgia de enxerto na perna. Se houver rejeição, pode ser que precisem amputar a perna dela — contou o pai.

O doutor em Engenharia Oceânica João Luiz Batista de Carvalho explica que tanto a lancha quanto o banana boat são regidos pela mesma regulamentação da Capitania dos Portos:

— Ambas só podem navegar a partir de 200 metros da linha de arrebentação das ondas. Para evitar acidentes como este é preciso trafegar com atenção. A única diferença entre as duas embarcações é que o banana boat tem uma área delimitada que o possibilita chegar até a faixa de areia para buscar passageiros. No entanto, esta delimitação feita com boias serve para proteger os banhistas, não o brinquedo.

Na delegacia da Capitania dos Portos em Itajaí, o comandante não foi encontrado para comentar o assunto. De acordo com o plantonista, por conta do Carnaval, o expediente voltará ao normal na quinta-feira.

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